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sexta-feira, 3 de junho de 2011

14° PARTE

Era cerca de 4 horas da manhã, nem havia sol, ele me acorda:
-Vamos nadar no lago?-Pergunta ele me olhando sorrindo.
-Mas nem tem sol, deve estar muito frio. -respondi com mais vontade de dormir.
-Mas vamos?
-Ok...
Como eu iria resistir àquela cara?Ele sabia como me convencer com um sorriso. Peguei duas toalhas e desci as escadas, ele já estava me esperando na porta, só de calção. Nossa, eu não podia acreditar que eu iria fazer aquilo, estava muito frio, muito. Ele saiu correndo a direção ao lago, e eu, fui praticamente contando os passos enrolada na toalha. Então ele parou.
Olhou-me. Não, ele não pode fazer isso. Ele veio correndo na minha direção e me pegou no colo,eu sabia,era previsível que isso iria acontecer. Pensei na hora, ’eu mato ele’, mas eu estava rindo, aquele momento era engraçado, querendo ou não, eu sempre desejei aquilo. Momentos imprevisíveis com um homem imprevisível. Era um sonho na realidade. Ou realidade em um sonho, eu não sei, mas era incrível.
A água estava quase congelando,e ele nadando,jogando água em mim, e eu, totalmente imóvel, dando uns sorrisos às vezes. Eu não conseguia sentir meus pés, então avisei pra ele, ele veio nadando mais pra perto de mim, e me abraçou e perguntou, ’está melhor assim’. Tudo bem, aquilo era maravilhoso, romântico e tal, mas realmente eu não estava sentindo meus pés e a canela estava formigando. Naquele momento minha cabeça estava estourando, então pedi á ele que fossemos pro quarto. Ele me pegou novamente no colo, e me levou.Legal, peguei um resfriado daqueles. Mas me deu dó dele, ele se sentiu culpado. Mas ok, resfriado passa. Uma semana se passou e o resfriado continuou, e para piorar, o tempo esfriou. A cada dia eu estava pior, eu precisava ir ao médico,mas se fossemos,iria causar maior tumulto e iriam descobrir na onde estávamos. Ok iríamos esperar até de noite pra ver se passava, se não passasse tínhamos que arriscar.

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