Ele me olha e sorri e fala:
-você me faz sentir como se eu tivesse 15 anos novamente - me fala sorrindo
- mas porque - eu pergunto sem entender.
-sabe,quando você tem essa idade, você vive tudo tão intensamente, de um jeito como se não houvesse amanhã, e eu me sinto tão bem assim.
- é bem assim, eu sei disso porque faz pouco tempo que sai dessa idade – eu digo rindo de mim mesma.
- você é boba mesmo - ele fala me dando um abraço e me deitando na cama.
Ele tinha a chata mania de me fazer cócegas, eu morria de rir, e ele ria mais ainda só de me ver rir. Duas crianças. Uma hora ele passa pra cima de mim e para de fazer cócegas. Era como se tudo tivesse parado em volta, o tempo, o vento, até mesmo a respiração. Meu corpo sente aquele arrepio intenso, e eu o beijo o puxando pra baixo, e o tempo volta ao normal. Ele sabia meus pontos fracos, exatamente o que me deixava louca, o que me deixava a ponto da loucura. Beijos no pescoço quem resiste? E mais uma vez, nós iríamos nos entregar.
Ele me beijava de um jeito que eu nem me importaria se a casa estivesse pegando fogo, ou se o mundo estivesse acabando, eu só me importaria com ele, com o momento, aquele momento. Quando ele me envolvia em seus braços, beijava meu pescoço, eu ia apertando suas costas, de uma forma que minhas unhas o arranhassem mesmo curtas.
Eu podia ouvir sua respiração ofegante mesmo antes de tudo começar. Nos éramos jogadores.Nos adorávamos jogar.Isso que o fazia entrar em êxtase .
Roupas jogadas ao chão, lençol totalmente amassado, celulares com várias chamadas perdidas, sapatos em cima da poltrona, cortinas rasgadas ao chão,vasos quebrados,e nós no tapete ao lado da cama.Com eu havia falado, nós éramos jogadores.
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